Simbolismo de Shiva


Compilado e contado por Tales Nunes 
Nomes de Shiva
Mahadeva – Grande Deus
Shankara – o meditador, simbolo da disciplina
Shambo ou Shambu – onde reside toda alegria. Simboliza a alegria da transformação e do caminho espiritual.
Shiva é conhecido como um deus da trindade hindu. Representa a destruição e a transformação. Essa trindade é chamada trimurti. Os quatro cães representam os quatroVedas. O poder de criação, manutenção e destruição são uma mesma coisa. Uma exemplo disso é a manhã, a tarde e a noite, que fazem parte do mesmo dia.
Shiva, quando visto como pai de Ganesha e Shasta ele é visto como o Absoluto. Ele é chamado assim como Mahadeva ou Sadashiva. O grande Deus.
Iconografia
Shiva representa a ascese, a austeridade, a renúncia. Shiva meditante, nos mostra que ele representa o estado de tranquilidade, de plenitude. E mostra, pela iconografia, como nós atingimos esse estado.
Olhos – Aparece numa postura de Yoga com olhos semicerrados, em Shambhavi mudra. Representa o estado de equanimidade. Mostra que ele não está totalmente envolvido com o mundo, mas ao mesmo tempo não o ignora. Ele está estabelecido no Ser, mas com o corpo lidando com o mundo. Não se deve envolver totalmente com o mundo, nem se afastar totalmente dele.

Moola Mantra

O Moola Mantra é uma benção divina , portanto serve para todos aqueles que estão em busca de uma elevação da consciência e espiritualidade. Deve ser invocado com o coração e com a alma, buscando eliminar todo o sofrimento, toda a angústia e toda energia negativa que te impede de ser feliz e viver plenamente. 


Om Sat-Chit Ananda Parabrahma,
Purushotama, Paramatma,
Sri Bhagavathi Sametha,
Sri Bhagavathe Namaha

Om – Som original do Universo
Sat – Existência
Chit - Consciência
Ananda – Benção
Parabrahma –O maior de todos, Deus, O-sem-forma, Aquele que está além do espaço e do tempo
Purushotama – O Deus manifestado (Jesus, Buddha, Kalki)
Paramatma – O Divino em nosso coração
Sri – Palavra que designa tratamento cerimonioso a uma alta consciência
Bhagavathi – O aspecto feminino do Divino
Sametha – Em conexão com
Bhagavethe – O aspecto masculino do Divino
Namaha – Eu me entrego, reverencio tudo isto

Fonte: Safi Quelberti

Yoga e os benefícios para crianças autistas

A antiga arte do yoga está provando ter grandes benefícios para as crianças do espectro autista. O Yoga aborda de maneira abrangente a sua ansiedade exacerbada, coordenação motora pobre e fraca auto-regulação, algo que de outra forma é muito difícil de fazer.  

Yoga é particularmente uma ferramenta para ajudar as crianças com autismo a aprenderem a auto-regulação tomando consciência de seus corpos e de sua respiração, Yoga desenvolve neles habilidade quando começam a se sentir ansioso ou aborrecido.  

Muitos yoguis vão para sala de aula autista ensinar posturas de Yoga ou técnicas de respiração especificamente destinados a ajudar as crianças a lidar com suas emoções. 

Uma vez que estas crianças são orientadas visualmente, instrutores experientes colocam perto do seu tapetinho um elemento visual para que a criança tenha uma imagem colorida de cada pose perto. Os pais também recebem imagens dos asanas para que eles possam fazê-los em casa com seu filho. 

Muitas vezes, as aulas de incorporam outras experiências conhecidas para beneficiar a criança do espectro autista, como a música, massagem, dança, rimas e histórias. 

Música ativa o cérebro e promove a comunicação. Massagem ajuda no relaxamento e facilita a dar e receber afeto. Ser capaz de dançar em contraste com a estacionária posturas de Yoga e a inclusão do elemento de linguagem de rimas e histórias completam o que equivale a intervenção surpreendente e divertida.





Algumas escolas vão longe e oferecem aos seus alunos com autismo Yoga em sala de aula, o que  ajuda a criar uma experiência bem sucedida para os alunos do espectro autista. 

Meu filho tinha um professor no ensino médio que o levava a aulas de  yoga, o que reforçou a sua auto-estima e ajudou a ir para o último semestre do ano letivo

Os pais acham que a qualidade de vida da criança melhora através da prática do Yoga, que tornam-se mais comunicativas, mais calmas e dormem mais durante a noite. Professores parabenizam as crianças que demonstram mais foco e menos volatilidade e a criança experimenta o orgulho e auto-confiança que vem com o ganho novas habilidades. 

Cultivando a aceitação e o estado de paz

Por: Swami Dayananda Saraswati

A palavra sânscrita kshánti freqüentemente é traduzida como "tolerância" ou "capacidade de suportar". Mas essas duas expressões portuguesas trazem um sabor negativo de "sofrimento resignado", quando, ao contrário, kshánti é uma atitude positiva - não uma resignação dolorosa. Uma tradução melhor seria "acomodação". A atitude de kshánti significa que eu, alegremente, calmamente, aceito aquele comportamento e aquelas situações que não posso mudar. Desisto da expectativa ou exigência pela mudança de outra pessoa ou situação, de forma a se moldar ao que penso ser agradável para mim. Eu me acomodo às situações e às outras pessoas alegremente.

Todos os relacionamentos requerem acomodação
Esse valor deve ser construído a partir da compreensão da natureza das pessoas e dos relacionamentos entre elas. Nunca encontrei numa pessoa todas as qualidades de que gosto ou todas de que não gosto. Qualquer pessoa será uma mistura de coisas que acho interessante e outras que considero desinteressantes. Similarmente, eu terei o mesmo impacto nos outros. Ninguém vai me achar totalmente agradável. Quando reconheço esses fatos, vejo que todos os relacionamentos requerem alguma acomodação da minha parte. Não estarei disposto, ou talvez não serei capaz de mudar ou satisfazer todas as expectativas que o outro tem de mim; tampouco os outros estarão dispostos ou serão capazes de mudar e satisfazer todos os meus critérios em relação a eles. Nunca encontrarei um relacionamento que não requeira acomodação.

50 anos Academia Hermógenes - Mendes - RJ


Eclipse de luz

Existem raríssimos momentos em que sabe-se lá porque motivo, é como se o universo voltasse suas forças para nós e nos desse uma chance de fazermos uma atualização em nossas vidas. Uma mudança de rumo, ou um ajuste de objetivos. Uma visão clara a respeito do nosso dharma.

Talvez isso aconteça todos os dias, mas na maioria das vezes parece uma tarefa bem árdua, então preferimos deixar ao sabor da maré. Buscamos desculpas, buscamos atalhos e deixamos de fazer o que viemos fazer. 

_E quem disse que eu vim fazer alguma coisa?
_Ah! Veio sim! 

Estamos sempre recebendo sinais a respeito do nosso papel na vida, simplesmente fechamos os olhos e fingimos não ver, porque o medo de fracassar nesta tarefa é algo que deixaria marcas profundíssimas e temos medo de nos machucar. Então, fingimos não ver, preferimos ficar na superficialidade das nossas vidas, da nossa alma. Fazendo o que todo mundo faz, exercendo os papéis que todos esperam de nós. Vivemos para atender às demandas externas e ignoramos as demandas internas até ao ponto de achar que o que os outros desejam é o que nós desejamos também.

Shraddha


Existe uma palavra que me conecta automaticamente com o plano superior, aquele inimaginável, inexplicável por nossas mentes terráqueas. Aquele mundo a que um dia todos nós esperamos conhecer e entender. Algo relacionado ao "de onde eu vim", "onde estou" e "para onde vou". Esta palavra é Shraddha, que em Sânscrito significa fé incondicional. 

Num certo momento da vida me foi dado a oportunidade de escolher uma palavra para nortear meus caminhos, minhas escolhas, minha vida, e dentre uma série de palavras em Sânscrito escolhi "Shraddha"; e um mestre me disse:  "De hoje em diante essa qualidade fará parte de sua vida de forma inesgotável". Dependendo de quem diz e quando diz, sabemos que palavras tem a força de lei. E uma lei que é reconhecida por nossa  alma, na minha opinião é uma lei que irá durar encarnações.

O Dharma das mudanças de vida


Por Phillip Moffitt


Ao considerar uma mudança, uma perspectiva budista pode ajudar a desvendar suas reais motivações para que você possa realizar as mudanças certas nos momentos certos e nos jeitos certos.

Na época do Ano Novo, a maioria das pessoas busca fazer alguns tipos de mudanças em suas vidas. Algumas vezes essas reavaliações são apenas devaneios ou imaginação banal, mas outras vezes são sua voz interior falando e nossa atenção é necessária. Como você pode honrar e trabalhar com esse desejo que nasce naturalmente de fazer mudanças nesta época do ano? Para fazer isso, você deve primeiro saber que o clamor por mudanças pode ser algo maior do que eu seu sentido normal de si mesmo e por isso pode estar surgindo de impulsos que você não entende completamente. Ainda assim, você deve encontrar uma maneira de participar consciente e habilmente para permitir que o novo surja.
Os ensinamentos do Buda podem nos ajudar a explorar os sentimentos que aparecem dentro de você e a entender porque você quer alterar alguns aspectos da sua vida. Pense nisso como “o dharma das mudanças de vida”, a prática de trazer consciência para os desejos e impulsos que o levam a realizar grandes mudanças de vida. A atenção plena é um método para trabalhar consciente e habilmente com as complexidades de se movimentar para novas direções na vida. Aplicando a atenção diligentemente lhe permite responder a três perguntas básicas:

Quais são seus reais motivos?
Quais são os possíveis efeitos da sua mudança?
A maneira que você planeja a mudança é habilidosa?

Hoje, você só precisa respirar

Respirar é o que de mais básico um ser vivo pode fazer. Se não respiramos, se não renovamos, não existimos.  
Através da inspiração trazemos o prana (a vida) para nosso universo corporal (físico e sutil). Inspiramos e enchemos nossas reservas de força, coragem, de algo mágico que liga nossos motores e nos mantém funcionando. 
Estar inspirado é estar repleto de força criadora. Inspire conscientemente. Retenha esta força dentro de você, deixe que ela perceba quais são seus anseios, suas vontades, suas dúvidas, deixe que ela entre em contato com seus desejos, com quem você é de verdade. Deixe que ela lhe reconheça. Observe ela se espalhando pelo seu universo. 
Exale, devolva para o externo os seus desejos, o que você determinou como meta para realizar, devolva o que não lhe serve mais. O que você retirou do seu coração. 
Agora sinta-se vazio. Fique assim por um momento. Perceba a imensidão de possibilidades e caminhos que podem existir antes da próxima ação.
Inspire-se - Retenha - Esvazie-se - Permaneça - Recomece.

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