"Do Perdão" - por Paulo Coelho

“O perdão é imediato. Não tenha medo de pedi-lo.
Tranque-se com Deus no quarto e conte tudo, sem a menor vergonha. Fale das coisas sombrias que existem em sua alma porque todos nós temos coisas sombrias.
Não tenha vergonha de si mesmo nesta confissão íntima: conte tudo.
Console-se com o fato de que Ele já sabia e estava apenas esperando que você tomasse conhecimento de suas próprias falhas.

Se você fizer isto com toda a sinceridade de coração, irá se surpreender com seus erros. Mas não se assuste, vá em frente. Não tenha medo de estar “atraindo más vibrações”: na verdade, você está jogando fora todo o lixo acumulado em seu espírito.

Termine com uma oração sincera de arrependimento.

Depois levante, sacuda a poeira, e vá em frente. A partir deste instante, tudo vai ficar mais leve e mais fácil.”

(Paulo Coelho)


Fonte: http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/

Estilos de Yoga

Para mim, Yoga é Yoga, independente do estilo. Que bom se um dia pudermos experimentar todos os estilos e variações, com amor, com seriedade, sem apegos a este ou aquele “mestre” ou professor. Em todos os estilos existem pessoas sérias, que estudam e vivem o Yoga como um caminho.
Estou postando aqui alguns estilos de Yoga. Seja qual for o seu, fique em paz. Shanti.

Anusara

Estilo desenvolvido pelo americano John Friend. Anusara significa seguir o coração, fluir com graça, mover-se com a corrente da vontade divina. É um tipo de Yoga descrito como orientado pelo coração, espiritualmente inspirador, ao mesmo tempo enraizado em um conhecimento profundo do alinhamento dos corpos externo e interno. As abilidades e limitações de cada aluno são respeitadas.

Ashtanga

É um exercício fisicamente exigente. Os participantes se movimentam com uma série de exercícios fluidos, pulando de uma postura para outra, para desenvolver a força, a flexibilidade e o fõlego. Não é para iniciantes nem para as pessoas que têm uma postura relaxada em relação à forma física. Costuma atrair pessoas já em forma ou que desejam entrar em forma rapidamente. O eixo central é o Surya Namaskar, a saudação ao sol - uma série de doze posições realizadas em série, de forma contínua, com grande ênfase na coordenação entre a respiração e o movimento.

Ashtanga Vinyasa

Desenvolvida por Sri K. Pattabh Jois. Um método em que posturas em seqüência são combinadas com o Vinyasa (movimento fluido) e sincronizadas com a respiração, o que produz calor intenso e suor. O aluno começa com as séries primárias e só avança depois de dominar cada postura. Há seis séries no total. Prepare-se para suar nas aulas vigorosas e desafiador.

Bikram

Criado por Bikram Choudhury, que estudou Yoga com Bishnu Ghosh, irmão de Paramahansa Yogananda.
É praticado numa sala aquecida para manter a temperatura ambiente elevada. O calor amolece as juntas, facilita alguns movimentos. É comum ouvir o som de articulações estalando. Consiste em uma série de 26 asanas pensadas para “cientificamente” aquecer e alongar os músculos, ligamentos e tendões. A idéia é que o calor aumenta a capacidade de alongamento do corpo, reduzindo o risco de lesões.

Clássico

Estilo desenvolvido pelo professor Cláudio Duarte. A palavra Yóga é escrita com ó e pronunciada com o som aberto da letra “o”. Yóga é o caminho prático e natural para a integração e harmonia da nossa essência interior com o mundo exterior e o próprio Universo. Esse caminho prático ocorre através de uma seqüência de exercícios simples, que incluem relaxamento, exercícios físicos e respiratórios, memorização, concentração e meditação. Chega-se, assim, a um estágio de profunda serenidade e liberação que, quando ampliadas, levam à plenitude do ser. Este conjunto de práticas pode ainda ajudar nas funções psicomotoras e na estrutura psicofísica. Serve em casos específicos para sanar problemas internos ou externos do corpo, tais como nódulos, celulite, estrias, bustos caídos, desvios de coluna, gastrites, úlceras, colites, dores de cabeça, insônia, ansiedades, desajustes nervosos ou psicológicos e muitos outros.

Hatha

Hatha refere-se à prática de posturas físicas do Yoga. A idéia é preparar a pessoa para o caminho espiritual mais elevado, por meio do controle sobre o corpo. Sem controle físico, não é possível controlar a mente e os sentidos, um passo fundamental no caminho para a iluminação.

A origem do Yoga moderno, como é conhecido no Ocidente - com uma grande variedade de posturas -, pode ser localizada no início do século passado. Três Swamis estudaram e expandiram o repertório de asanas (posições) do Hatha Yoga e o apresentaram também a mulheres.

Swami Kuvalaynanda se concentrou nos benefícios para a saúde trazidos pela pratica. Swami Sivananda, de Rishikesh, e T. Krishnamacharya, de Mysore, se concentraram no desenvolvimento de um sistema mais rico e variado de posições físicas e técnicas respiratórias.

Três discípulos de T. Krishnamacharya se destacaram: Indra Devi, que ficou conhecida como “A primeira dama do Yoga”; B.K.S. Iyengar, que criou uma forma única de praticar yoga, com uma ênfase minuciosa no alinhamento preciso de todo o corpo; e Pattabhi Jois, o grande mestre do Ashtanga Vinyasa, que prioriza o fluxo contínuo dos movimentos, sincronizados com a respiração.

Estes dois últimos estilos de prática estão entre os mais populares hoje em dia no Ocidente.

Como você pode ver, quase todos os estilos de Yoga representados no Vale Yoga se abrigam sob o guarda-chuva do Hatha. Por isso, quando um estúdio descreve seu estilo como Hatha Yoga, está se referindo à prática tradicional, sem as modificações que acabamos de descrever.

Um dos centros internacionais de Hatha Yoga com grande influência no Brasil é o Centro Kaivalyadhama, em Lonavla, na Índia, que se dedica a pesquisas científicas sobre os benefícios do Yoga.

(Grande parte das informações extraídas do livro Yoga, A Yoga Journal Book, de Linda Sparrowe, Editora Hugh Lauter Levin Associates, Inc.)


Integrado

Estilo desenvolvido por Márcia De Luca, fundadora do Ciyma. Combina técnicas milenares de várias escolas de Yoga e princípios básicos de Ayurveda, a tradicional medicina indiana. O objetivo é otimizar a prática com o que há de mais poderoso ao alcance do ser humano e oferecer ao praticante um desenvolvimento que trabalhe igualmente a introspecção e o movimento. Utiliza ásanas (posições e exercícios físicos), pranayamas (técnicas respiratórias), exercícios de concentração e visualização e meditação.

Integral

Criado por Swami Satchidananda (1914-2002), discípulo do guru Swami Sivananda. Swami Satchidananda ficou conhecido por ensinar a multidão do Woodstock a emitir o “om”. As aulas colocam quase tanta ênfase na respiração e meditação quanto nas posturas, mas é uma prática suave, que pode ser feita por pessoas com limitações físicas. O objetivo é acalmar a mente e integrar corpo, mente e espírito. Uma prática suave que integra Hatha Yoga com outros ramos, como o Karma Yoga (prática de ações comunitárias) e Bhakti Yoga (devoção) e enfatiza a união com Deus. As aulas incluem relaxamento conduzido, meditação, cantos e exercícios respiratórios.

Iyengar

Desenvolvido por B.K.S. Iyengar. Um estilo conhecido pela atenção minuciosa ao detalhe e pelo alinhamento preciso das posições. Para fazer a posição conhecida como Tadasana (ficar em pé, parado) no Iyengar, não basta ficar de pé. O Tadasana é uma postura ativa e exige movimentos e ajustes sutis. Outra característica é o uso de elementos de apoio, como blocos, almofadas cilíndricas e cintos, justamente para ajudar as pessoas a alcançar o alinhamento preciso. Os instrutores passam por um rigoroso programa de treinamento, de dois a cinco anos para obter o certificado.

Kripalu

Chamado Yoga da consciência. Coloca grande ênfase na respiração apropriada, postura, coordenação entre respiração e movimentos. Cada um trabalha de acordo com seus limites de flexibilidade e força. O alinhamento vem com a consciência. Os alunos aprendem a ficar atentos às reações físicas e psicológicas causadas por várias posições, para que desenvolvam a consciência da mente, corpo, emoção e espïrito. Há três estágios no Kripalu: 1) concentra-se no aprendizado das posições e na exploração das abilidades do corpo; 2) o aluno deve manter as posições por um período prolongado, desenvolvendo a concentração e a consciência interior; 3) o movimento de uma postura para outra acontece inconsciente e espontaneamente, como numa meditação em movimento.

Kundalini

Kundalini Yoga trabalha com uma gama ampla de kriyas (séries de exercícios) com objetivos ou benefícios determinados, consistentes de exercícios com asanas (posturas), mudras (posturas de mãos), respiração, entoação de mantras, meditações e seqüências de repetições de movimentos.
Kundalini é um potencial de prana, ou energia vital, dormente no nosso corpo. Esta energia é ilustrada conceitualmente como uma serpente dormente enrolada na base da espinha dorsal, e a prática de Kundalini Yoga permite o despertar e a circulação dessa energia, restaurando e equilibrando todos os sistemas do organismo e promovendo um estado de consciência elevada no seu praticante.
O Mestre indiano Yogi Bhajan trouxe Kundalini Yoga ao Ocidente em 1968, quebrando séculos de tradição que proibia o ensino de Kundalini Yoga para o público. Ele fundou o 3HO (Organização Feliz, Saudável e Sagrado), uma organização que oferece um ponto central para uma rede de praticantes e professores de Kundalini Yoga e do estilo de vida "3HO", com centenas de filiados em todo o mundo. Fundou também a IKYTA (Associação Internacional de Professores de Kundalini Yoga) e a KRI (Kundalini Research Institute), instituição internacional que regulariza a parte acadêmica dos ensinamentos de Kundalini Yoga e credencia professores internacionalmente.

Kum Nye – Yoga Tibetana

O relaxamento Kum Nye (Yoga Tibetana) é um sistema suave de cura, composto de movimentos corporais, exercícios de respiração e automassagem, que transformam padrões negativos e ajudam a pessoa a ser mais equilibrada, saudável e feliz.

A tradição escrita do Kum Nye está contida em textos médicos tibetanos, assim como nos antigos textos Vinaya do Budismo. O Kum Nye é, portanto, parte da linhagem de teorias médicas, espirituais e práticas que une a medicina tibetana com a indiana e a chinesa. O sistema Kum Nye integra e equilibra o físico e o psicológico e cura o corpo e a mente, unindo suas energias de modo calmo e harmonioso. Este relaxamento tem uma qualidade vital e duradoura, que vai além da sensação de bem-estar experimentada com exercícios físicos. Os efeitos são sentidos imediatamente.

Os exercícios foram adaptados por Tarthang Tulku para atender às necessidades dos ocidentais. Pessoas de todas as idades e condições físicas podem fazer o Kum Nye em casa, no trabalho ou mesmo viajando. Porém, a boa prática depende de uma orientação correta. A prática pode ajudá-lo a desenvolver uma experiência de profundo relaxamento interior e equilíbrio, abrindo as portas para a meditação.

Kuruntha

Muito conhecido no sul da Índia, o Yoga Kuruntha é geralmente utilizado para aumentar a flexibilidade por meio do desbloqueio das articulações. Proporciona alongamento e aumenta o tônus muscular. É realizado com o auxílio de cordas presas na parede, que ajudam o praticante a executar os ásanas (posições físicas) com segurança e perfeição. Estas características auxiliam no aumento do fluxo energético do corpo, possibilitando mudanças físicas e psicológicas que colaboram profundamente para o bem estar físico, mental e emocional do praticante.

Power Yoga

O Power Yoga é uma técnica vigorosa, desafiante e agradável. Uma combinação única de movimentos fluidos acoplados a uma respiração dinâmica. O enfoque principal é o equilíbrio entre exercícios musculares e de flexibilidade produzindo um corpo harmonioso e ágil. Os exercícios são conectados entre si pelo vinyása, uma combinação de movimentos e respiração que dá um caráter mais dinâmico a essa técnica e auxilia a eliminar as toxinas através do aquecimento que é gerado. As técnicas de relaxamento e meditação encerram a aula revigorando corpo e mente. Os ensinamentos milenares do Yoga são transmitidos em linguagem atual durante a aula, ajudando o praticante a transformar seu comportamento, sua consciência e seu corpo. Essa modalidade de Hatha Yoga buscou inspiração na fluidez do Ashtanga Vinyása Yoga e na habilidade em alinhar as várias partes do corpo ensinada no Iyengar Yoga. Apesar do nome Power Yoga ter sido criado por Bryan Kest, instrutor em Santa Monica, EUA, essa modalidade segue todos os princípios do Yoga indiano.

Sahaja

Meditação pura. O sistema foi desenvolvido pela guru indiana Shri Mataji Nirmala Devi. A prática consiste em 15 minutos diários de meditação pela manhã e à noite, seguidos da aplicação de técnicas para limpeza dos chakras. O objetivo é despertar o poder da Kundalini. Os praticantes constatam, em curto prazo, a diminuição dos conflitos internos.

Sivananda

O guru indiano Sri Swami Sivananda (1887-1963) reuniu em um único sistema a essência de diversas técnicas e ensinamentos milenares da Índia (meditação, mantras, posturas de yoga, pranayamas, canto de kirtans, etc.).
Este sistema de auto-desenvolvimento integral é conhecido com o nome: Sivananda Yoga de Síntese. O sistema é atualmente divulgado por Swami Chidananda (sucessor do Guru Swami Sivananda) e atual presidente da organização internacional "The Divine Life Society", fundada por Swami Sivananda, em 1936 na cidade de Rishikesh, Índia. Os praticantes o consideram o sistema mais completo que existe, contendo em si mesmo os vários ramos da yoga tradicional integrados de forma harmoniosa e acessível à vida moderna, para o bem-estar e desenvolvimento do ser humano como um todo. O Guru Swami Sivananda escreveu uma quantidade de 300 livros, cobrindo todos os aspectos da Yoga. A aula de posturas no Sistema Sivananda é ao mesmo tempo tranqüila e cheia de vitalidade com alguns momentos mais dinâmicos e alguns mais relaxantes. Os alunos são orientados a realizar a Saudação ao Sol na sua forma original e um grupo de 12 a 16 posturas principais, mantendo a atenção interiorizada para assim experimentar os verdadeiros efeitos das posturas, despertando a vitalidade interior e um sentimento natural de plenitude. A aula de Sivananda Yoga é bem completa: com posturas dinâmicas e estáticas, exercícios de respiração, relaxamento, repetição de mantras, meditação, e conceitos da filosofia Vedanta.

SwáSthya Yôga

Yôga pré-clássico (escrito com ô e pronunciado com o som fechado da letra “o”), sistematizado pelo Mestre DeRose. A prática regular em oito partes denomina-se ashtánga sádhana e é constituída por: mudrá (gesto reflexológico feito com as mãos); pújá (retribuição de energia); mantra (vocalização de sons e ultra-sons); pránáyáma (domínio da bioenergia através de respiratórios); kriya (atividade de purificação das mucosas); ásana (posição física estável e confortável); yôganidra (técnica de descontração); samyama (concentração, meditação e outros estados mais profundos). A execução dos movimentos ocorre sem repetição e com passagens que estabelecem ligações entre os exercícios, permitindo melhor fluidez, numa seqüência que se convencionou chamar de coreografia. O SwáSthya tem regras gerais de execução. São regras de respiração, permanência, repetição, localização da consciência e mentalização.

Vinyasa

Derivada do Ashtanga Yoga. Consiste numa seqüência fluida de ásanas (posições físicas) sincronizados com a respiração. As aulas podem ser vigorosas ou meditativas, dependendo do instrutor.

Viniyoga

Criado por Sri T. Krishnamacharya, Mestre de B. K. S. Iyengar, K. Pattabhi Jois e Indra Devi, e continuado por seu filho T.K.V. Desikachar. Mais do que um estilo, é uma metodologia para desenvolver práticas para condições e objetivos individuais. Integra cuidadosamente o fluxo da respiração com o movimento da espinha dorsal. Seqüências, adaptações e intensidade dependem do contexto e objetivos. A função tem prioridade sobre a forma. A prática deve incluir pranayama (técnicas respiratórias), meditação, reflexão, estudo e outros elementos clássicos.

Yogaterapia

Yogaterapia é a cura através da prática do Yoga. É específico para pessoas que possuem algum tipo de enfermidade. Através da prática de posturas físicas específicas, exercícios respiratórios, kryas (purificações) e meditação, o praticante restabelece o equilíbrio e a saúde do corpo. Os professores devem ser experientes, com bom conhecimento de Anatomia, Fisiologia, Cinesiologia, Psicologia e da Fisiologia energética do Yoga (chakras, pranas, nadis). Não é intenção do yogaterapeuta substituir o médico, o psicólogo ou o fisioterapeuta. A partir dos anos 90, a Yogaterapia começou a ficar um pouco mais em evidência no Brasil, em função de cursos e livros que surgiram e colaboraram para divulgar mais amplamente este assunto.

Fonte: http://www.valeyoga.com.br/guia_de_estilos.php

Tantra = Sexo ? - Por Pedro Kupfer

Para começar, vamos dizer o que o Tantra não é. Tantra não é um guru mequetrefe prometendo orgasmos múltiplos e iluminação e cobrando mundos e fundos por isso. Tantra não é uma prostituta com nome de deusa oferecendo seus serviços na internet. Tantra não é um grupo de alienados carentes se excitando e alisando em nome da hiperconsciência. Tantra não é sacanagem, nem infidelidade institucionalizada. Tantra não tem nada a ver com "soltar a franga". Tantra não é tara.

Aquilo que os clones tupiniquins de Osho chamam de Tantra, não é o Tantra. Os cursos de Tantra associados à sensualidade, técnicas sexuais e promessas de iluminação através da excitação sexual têm como objetivo sustentar a forma de vida de certos autodenominados ‘mestres’, que buscam satisfazer seus próprios desvios sexuais e desejos de manipular pessoas, ganhando um dinheirinho de quebra.

Então, o que significa essa palavrinha de seis letras? Tantra é o nome de um vasto leque de ensinamentos práticos que têm como objetivo expandir a consciência e libertar a energia primal do ser humano, chamada kundalini. O princípio comum a todos os caminhos práticos de Tantra é que as experiências do mundo material podem usar-se como alavanca para conquistar a iluminação, já que este é a manifestação de uma outra realidade, sutil e superior, que está conectada com a nossa própria natureza.

Nesse contexto, a visão do Tantra associada ao êxtase sexual é pateticamente superficial e parcial, se comparada com a verdadeira tradição. O Tantra não é hedonista nem orgiástico. O objetivo do Tantra é o despertar da força potencial no homem.

Alguém comentou recentemente que apenas 10% dos textos tântricos tratariam sobre sexo. Pessoalmente, acho esse número demasiado elevado. Dos muitos shastras que consegui garimpar na Índia, em sânscrito e em inglês, não têm sequer um que trate em detalhe da sexualidade. Algumas técnicas sexuais, como a reabsorção seminal após a ejaculação (vajroli), se descrevem, por exemplo, na Hatha Yoga Pradípika.

A única obra hindu que conheço que trata sobre sexualidade e como aumentar a performance é o Kama Sutra, que não é um shastra tântrico e que, por sinal, fala muito mais sobre ética do que você poderia pensar sem ter a obra em mãos.

Embora existam diversas vertentes dessa tradição, todas têm o mesmo objetivo e usam as mesmas ferramentas para atingi-lo: mantras (sons de poder), yantras e mandalas (diagramas sagrados sobre os quais se exerce a concentração), chakras (centros da força vital), práticas de iniciação e purificação e um sistema ético que une e protege o grupo de praticantes. Essa lista de práticas é necessariamente incompleta, pois os métodos dessa tradição incluem um espectro muito amplo de crenças e técnicas.

Tantra significa literalmente tecido, urdidura; pode ser traduzido como ‘espargir o conhecimento’ ou ‘a maneira certa de se fazer qualquer coisa’, tratado, autoridade, estender, multiplicar, continuar.

Também designa o encordoamento do sitar ou outro instrumento musical. É o nome de um movimento filosófico, matriarcal e sensorial que toma emprestado suas principais premissas do Yoga e do Samkhya, herança e patrimônio da cultura dos rios Indus e Saraswatí. O culto da Grande Mãe está presente na Índia desde o neolítico (8000 a.C.), mas os mesmos símbolos que o tantrismo utiliza hoje remontam ao paleolítico (20000 a.C.) e estiveram sempre presentes ao longo do continente eurasiano.

O Tantra assimilou e organizou os rituais da Magna Mater, transformando-os num método de emancipação que busca na psique humana a manifestação da própria força da Shakti. Esse movimento teve uma forte influência sobre a religião, a ética, a arte e a literatura indianas, havendo ressurgido com inusitada força entre 400 e 600 d.C., quando chegou a transformar-se numa moda que acabou por influenciar nos modos de pensar e agir da sociedade indiana medieval. Aqui ela se afirma, populariza e estende ainda mais, dando origem a um grande número de correntes e manifestações filosóficas, religiosas, mágicas e artísticas, algumas antagônicas.

Não se trata de uma religião nova, senão de uma nova caracterização de fatos que pertencem ao hinduísmo comum, mas que, às vezes, só se apresentam precisamente em suas formas tântricas. Percebe-se o selo do tantrismo na mitologia e na cosmogonia, mas, principalmente, no ritual. O gérmen se remonta com freqüência aos Vedas, especialmente ao Atharva Veda, que pode considerar-se um hinário pré-tântrico. Jean Renou, El Hinduismo, p. 89.

O Tantra não pertence à tradição ortodoxa hindu, já que não existe um darshana com esse nome. Sua visão do mundo é herança e síntese da Índia aborígene e da Índia vêdica, muito mais antigas do que imaginaram os estudiosos ocidentais do século XIX. É uma forma de ver a vida e cada um de seus aspectos.

Há diferentes linhas do tantrismo: o Dakshinachara, linha da ‘mão direita’, ou de tantrismo branco, se justapõe, através dos “rituais de compensação”, ao Vámachara, corrente da ‘mão esquerda’, do tantrismo negro, corrente na qual se destaca a escola Kaula, fundada por Matsyedranatha por volta de 900 d.C.

O tantrismo negro se caracteriza pelos rituais de transgressão, como o pañchamakara (os cinco m), no qual o praticante utiliza a ingestão de bebidas embriagantes, carnes e o coito ritual como meios de chegar à sacralidade. Podemos identificar alguns desses rasgos no Rig Veda, nas libações ceremoniais do soma e nos rituais sexuais. No ritual de compensação do Dakshinachara, o vinho é substituído por água, a carne por coco seco, o coito pelo culto da Shakti, etc.

O Yogini Tantra (V:14) diz:

Madya, o vinho, é o conhecimento intoxicante do Parabrahman adquirido através do Yoga, que isola o praticante do mundo exterior. Mamsa não é a carne, mas o gesto em que o sadhaka consagra todos seus atos à Shaktí. Matsya, o peixe, é o conhecimento sáttvico pelo qual o adorador sente compaixão pelo prazer e a dor de todos os seres. Mudra, o cereal tostado, simboliza a renúncia a todas as formas do mal, que conduzem a novos condicionamentos. Maithuna é a união da kundalini shakti com Shiva no corpo do adorador.
Um dos artigos de fé do povo vêdico era, portanto, que a união sexual conduzia à bem-aventurança do além e devia cumprir-se com verdadeiro espírito religioso para assegurar o bem-estar espiritual, censurando-se severamente a lascívia.

(S. B. Lal Mukherjí, ensaio em Shakti y Shakta, de Sir John Woodroffe, p. 83)
(...)
Agora, vamos falar um pouco sobre a parte do Tantra que se ocupa do sexo ritual. A incompreensão do Tantra e o simbolismo que o transmite colaborou para considerá-lo repulsivo, vergonhoso e digno de escárnio. A preocupação daquele que condena o Tantra é fruto da sua própria obsessão com a questão sexual, que o leva a querer coartar a liberdade dos demais. Nesse sentido, o tantrismo é totalmente natural, e a sua abordagem do sexo não é patológica, mas absolutamente sadia, de uma espontaneidade difícil de aceitar para os padrões da ‘decência’ cristã.

Maithuna, o ritual sexual, não tem nada a ver com pornografia ou licenciosidade, muito pelo contrário, é um instrumento que revela a dimensão divinal da natureza humana. Entretanto, nos últimos tempos, têm surgido mestres inescrupulosos que vendem sexo como se fosse superconsciência, o que acaba por divulgar e tornar conhecidas no Ocidente unicamente as formas mais vulgares e degradadas do Tantra.

O maithuna é a técnica tântrica que mais fascina os ocidentais, que com demasiada freqüência confundem-na com uma indulgência para com os apetites sexuais, em vez de vê-la como meio para dominá-los.

(Daniel Goleman, A Mente Meditativa, p. 98)

Enquanto alguns buscam a elevação através da repressão ou da eliminação do desejo sexual e suas raízes (samskaras), para o tantrismo a sua utilização é condição básica. O homem deve evoluir executando as mesmas ações que causam a sua perdição.

Para ler a matéria completa: http://www.yoga.pro.br/artigos.php?cod=36&secao=3048

Você é Pescador, ou você é Estrela?!

Era uma vez um escritor que morava em uma tranquila praia, junto de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e à tarde ficava em casa escrevendo. Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um pescador que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.

"Por que está fazendo isso?"- perguntou o escritor
"Você não vê! --explicou o pescador-- A maré está baixa e o sol está brilhando. Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia".

O escritor espantou-se.


"Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma".


O pescador pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor.


"Para essa aqui eu fiz a diferença..".


Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã,voltou à praia, procurou o pescador, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogarestrelas-do-mar de volta ao oceano.


Autor Desconhecido

Yoga ou Yôga, ou seria Ioga?!

Todo mundo me pergunta como se pronuncia a palavra Yoga, se com “o” aberto, ou com “o” fechado? A confusão é geral. Com o tempo, venho percebendo que na verdade pouco importa a pronuncia, mas sim os ensinamento que o Yoga traz para nossas vidas e para nossos caminhos. De qualquer forma a polêmica é grande, então resolvi postar aqui um texto de Marcos Taccolini a respeito do assunto.

Sobre a grafia da palavra Yoga
Marcos Taccolini

Sobre este artigo

A forma utilizada para a grafia está longe de influenciar na prática correta do Yoga, inclusive um dos maiores mestres do século XIX sequer sabia escrever. Contudo tantas foram as vezes nos últimos meses que fui solicitado a esclarecer sobre este tema, que resolvi já deixar as referências publicadas. Para não gerar mais dúvidas que repostas, abri mão da concisão em favor de uma explanação mais detalhada e mais completa.

Pronúncia e gênero

Yoga é um termo sânscrito, do gênero masculino, que pronuncia-se com a letra “o” longa e fechada e a grafia internacional é a utilzada no título deste artigo. A verificação do gênero e pronúncia pode ser feita consultando qualquer dicionário de sânscrito, alguns disponíveis online na Internet como o Sanskrit-English Dictionary, Sir Monier-Williams. Como regra mnemônica para saber o gênero de uma palavra oriunda do sânscrito, procure lembrar que palavras terminadas com “a” curto, como Shiva, Ganesha, Krishna, ásana são masculinas, e palavras terminadas com “á” longo, como Durgá, Gangá, Umá, pújá, são palavras femininas.

Assim, em todos os idiomas ao redor do mundo, com exceção do Brasil, o termo Yoga é sempre masculino e pronunciado com “o” fechado. No Brasil, contudo, como a utilização do termo “a ióga” já é uma tradição de várias décadas, já foi incorporada e dicionarizada, não pode mais ser considerado errada. Efetivamente com o uso passou a existir no Brasil as duas palavras, a pronúncia internacional e uma outra pronúncia, dicionarizada, com “ó” aberto e o gênero feminino.

De qualquer forma, é sempre interessante para os profissionais da área orientar os praticantes, a imprensa e até mesmo outros profissionais que sejam abertos a esta sugestão, para que passem a adotar a pronúncia internacional fechada e o gênero masculino. O motivo principal desta recomendação é que caso o interlocutor pronuncie Yoga com “o” aberto, em diálogo com pessoas de outras países, sequer será compreendido. Se o diálogo for com profissionais de Yoga de outros países talvez até seja comprometida nossa imagem profissional e de nosso país.

Grafia com “i” ou “y”

Quanto à grafia com “i”, ao invés de “y”, apesar de dicionarizada, também deve ser evitada, pois além de divergente do padrão mundial, induz ao erro de pronúncia, criando uma separação fonética entre o “i” e o “o” de Yoga, que não existe no original sânscrito. Mas, novamente, uma vez que foi dicionarizada não pode ser considera incorreta sua utilização no Brasil. O Dicionário Aurélio define que a letra “y” não mais é considerada parte de nosso alfabeto, sendo substituida nos vocábulos pela letra “i”, mas que nomes próprios de origem estrangeira podem manter a grafia com “y”. Ora, Yoga é um nome próprio de origem estrangeira (é nome da Filosofia que professamos e o nome de um dárshana do hinduísmo), assim esperemos que em futuras edições já seja dicionarizado com “y”.

Yoga, Yôga ou Yóga

A forma mais indicada para grafia com o alfabeto latino é a forma que foi usada no título deste artigo, Yoga, mas as demais formas não estão erradas, de acordo com a transliteração adotada.

Apenas seria errado afirmar que Yôga, ou Yóga, é uma grafia mais correta, quando na verdade é ao contrário: estas outras variações são simples alternativas possíveis da convenção internacional que é Yoga, mas pouco utilizadas e desnecessárias. Para o perfeito entendimento do porquê desta afirmação, vamos primeiro rever o conceito de transliteração.

Transliteração

A forma original da grafia do termo Yoga é no alfabeto devanágarí, para outra representação gráfica (usando alfabeto latino, grego, árabe, etc.) é necessário definir uma convenção fonética específica para cada idioma, chamada transliteração. Veja neste link o exemplo de transliteração adotado pelo dicionário de sânscrito Monier-Willians.

Em princípio, usando o alfabeto latino, qualquer das grafias a seguir poderia ser aceita, de acordo com a transliteração adotada: Yoga, Yoga, Yôga, Yóga, YOga. Mas como no sânscrito a pronúncia do “o” e do “e” é sempre fechada e longa, torna-se desnecessário a inclusão de qualquer símbolo ortográfico, visto que não existe as variações de “o” ou “ô”, assim como não existe “e” ou “ê”.

Como há apenas uma pronuncia para o “o”, a transliteração utilizada quase por unanimidade por todos os países que usam o alfabeto latino, e por quase a totalidade dos autores nestes países, é grafar Yoga, vedánta, yoganidrá, etc. indicando na descrição da transliteração que a pronúncia dos “os” e dos “es” são fechadas e longas, mas sem necessidade de símbolos ortográficos. No caso da letra “a”, “i” e “u”, nas transliterações mais precisas é utilizado um símbolo ortográfico (ou maiúsculas), pois é necessário distinguir entre o “a” curto e o “á” longo.
(...)

O respeito às várias linhas de Yoga

Também é fundamental lembrar que o mais importante no Yoga é a atitude ética e consistente com a filosofia e com seus alunos; não se deve julgar a capacidade pessoal e a dedicação de um professor pela sua pronúncia ou sotaque. Felizmente já consegui superar e descondicionar-me do meu aprendizado inicial em Yoga, onde jocosamente agredia-se com piadas e gozações aos profissionais de outras linhas que utilizavam a pronúncia aberta, a ióga.

Quem no Brasil ainda utiliza o termo “a ióga” é por sua formação e interesse pessoal, não por falta de referências técnicas, e deve ser respeitado! Assim como devemos respeitar os profissionais que mesmo depois desta batelada de referências bibliográficas e explanações continuarem grafando "o yôga".

Ressalte-se que qualquer das outras variantes Yôga, Yóga, Yõga, Yòga, Yöga, pode ser utilizada se assim for a convenção de transliteração adotada. Apesar de tais convenções terem sido criadas distanciando-se do padrão mundial, não são consideradas erradas. A única alternativa efetivamente errada seria tentar defender que alguma destas variações, pouco usuais e não abalizadas por linguistas, pudesse ser mais correta que a grafia internacional, Yoga.

Mantendo os princípios de diversidade e independência que norteiam o trabalho no Yoga, cada escola e professor adota a grafia e transliteração adequada à sua linhagem, estudo, proposta, e de acordo com os requisitos do texto que está produzindo.

Leia o artigo completo: http://www.yoganataraja.com.br/artigo_completo.php?id=9

Yoga a Serviço da Beleza e do Bem Estar

Beleza! Sonho de muitos humanos, se não de todos!
São tantos os conceitos de beleza: beleza física, beleza interior, beleza, beleza, beleza. Padrões impostos pela mídia, que deixam a maioria dos homens e mulheres em completo estado de incapacidade para atingir tais metas. Sim, existem pessoas lindas fisicamente, verdadeiros deuses e deusas. Assim os achamos porque nos acostumamos com o que nossa cultura define o que é beleza.

Mas sabemos que a beleza vai além destes conceitos enlatados e pronto que nos empurram goela abaixo. Quantas vezes nos olhamos no espelho e nos achamos ótimos naquele dia, dali a dois dias, somos os mesmos fisicamente, mas nos olhamos no mesmo espelho e a coisa parece que mudou um pouco de figura. Ora bolas, se isso acontece, é porque a verdadeira beleza não tem muito a ver com questões físicas.

Verdadeira beleza?

No Yoga quando praticamos um asana (posutra) podemos sentir como este estado de beleza pode nos invadir. No primeiro contato com um novo asana, dependendo do seu grau de dificuldade, pensamos conosco mesmo “Ih! Isso não ta bom não”. A partir daí começamos a praticar mais e mais, e um dia “Nossa! Isso é lindo!” e você se sente lindo / belo junto com o asana.

Todas as posturas de Yoga quando feitas de forma consciente, integrada, em harmonia com sua respiração, com sua mente, com seu corpo, respeitando seus limites, trazem uma sensação de confiança, alegria e entrega que transformam nossa atitude interior e consequentemente nossa expressão física. Ou alguém ainda acha que a dita beleza física, padronizada pela sociedade, é que afeta a beleza interior?! A verdadeira beleza vem de um estado interno. Quando você se sente belo, preste atenção, todos a sua volta enxergam sua luz interior brilhar.

Se você não faz parte dos moldes de beleza vigentes... parabéns! Você tem sua própria beleza. Suas pernas, seus braços, suas mãos, seu cabelo, são únicos. São seus. Sua personalidade, seu caráter, seus princípios, são únicos. São seus.

Em nosso dia a dia fazemos mil coisas, “mil nadas” que vão roubando nossa energia, nos deixando automáticos, rotineiros. Trabalho, casa, obrigações familiares, trânsito, etc. E nós mesmos? Quando vamos nos encontrar conosco para fazer-nos um carinho. Para descobrirmos nossa beleza?

Sugestão: Faça Yoga.

Não estou falando apenas da prática em uma sala de aula não, estou falando de viver em estado de Yoga. Harmonize-se com seu corpo, com seus pensamentos, com seus sentimentos, com sua beleza. Descubra-se belo. Entenda o que realmente é a beleza.
Ser belo é sentir-se bem. A prática de um asana, nem que seja por um minuto, em que você mantém seu peito aberto, cabeça erguida, atenção na sua respiração, faz com que você perceba o quanto é forte, corajoso, importante. Posturas como a do Herói (Virabadrasana I) lhe transformam em verdadeiro herói da sua vida. Herói de sua caminhada, que só você sabe o peso ou a leveza que lhe cabe. E daí que ela durou um minuto e algumas respirações?! Você trouxe para o seu cérebro, para o seu corpo sutil, para o seu corpo físico aquela energia e ela permanecerá ali com você até quando queira. E quando quiser você pode entrar em contato de novo com ela, e de tanto fazer isso, um dia, você pode não está se sentindo tão bem, e seu próprio inconsciente vai lhe levar de forma automática para esse refúgio que você criou dentro de você mesmo, através da meditação, da consciência corporal e vai lhe colocar lá por alguns instantes, e você vai sentir a paz voltar novamente ao seu coração. Basta que você lembre de pegar a chave que o leva a isso: sua respiração.

Não importa a turbulência que esteja a sua volta, pare interiormente e só r-e-s-p-i-r-e... Concentre-se na sua respiração e isso o levará para “um lugar” que é só seu, um lugar que você foi construindo ao longo da sua prática de Yoga (asanas, meditação, respiração, visualizações criativas, relaxamento).

E como nos sentimos plenos nesses momentos. Como percebemos a beleza de todos os acontecimentos, de todos mesmo. Dos mais alegres, aos que nos causam a profunda dor do crescimento. É como se você se tornasse o observador de toda a aquela suposta confusão.

Mas o assunto era beleza não?! E tem algo mais belo do que se encontrar com você mesmo. O que é mais belo pra você naquele momento? A capa de uma revista com modelos lindíssimos, ou essa sensação de plenitude?

A verdadeira beleza está no olhar, nos gestos, no coração.

Vishnu

Normalmente representado como um lindo jovem montado em uma enorme águia, é um deus suave e companheiro. Sua função é salvar e redimir o mundo, utilizando sua força de preservação e sustentação. Originalmente relacionado com o sol, Vishnu é o preservador do universo e a encarnação do amor, verdade, ordem e compaixão. Para seus adoradores, ele é o ser supremo, do qual tudo emana. Cavalga sobre Garuda, o pássaro fabuloso, ou descansa sobre Ananta, a serpente cósmica. A fim de restaurar o equilíbrio cósmico, Vishnu encarnou na terra em nove avatares, ou encarnações, algumas humanas, outras animais. A décima encarnação ainda está por vir.

Vishnu é considerado como o aspecto maior de deus no hinduísmo e na mitologia indiana. Ele é tido como o preservador do universo, enquanto os dois outros aspectos de deuses, Brahma e Shiva, são considerados os criadores e destruidores do universo, respectivamente. Os seguidores de Vishnu são chamados Vaishnavites.

Como preservador do cosmos, Vishnu mantém as leis do universo. Ao contrário de Shiva, que freqüentemente busca refúgio na floresta para meditar, Vishnu constantemente participa de conquistas amorosas.

Quanto a ordem prevalece no universo, Vishnu dorme nas colinas de Sesha, ordenados dos Nagas. Assim como Sesha flutua através do oceano cósmico dando sustentação à Vishnu, o universo surge do sonho de Vishnu. Mas quando há desequilíbrio no universo, Vishnu se utiliza de seu veículo, Garuda, e guerreia com as forças do caos, ou ele envia um de seus avatares (ou encarnações) para salvar o mundo.

Acredita-se que Vishnu teria dez avatares, sendo os mais populares Rama e Krishna. A lista completa dos dez avatares é a seguinte:

O peixe Matsya
A tartaruga Kurma
O urso Varaha
O homem-leão Narasimha
O anão Vamana
O padre guerreiro Parashurama
O príncipe Rama
O pastor de animais Krishna
Buddha-Mayamoha
O cavaleiro Kalki

Vishnu usa ao mesmo tempo a força e a sabedoria para assegurar a estabilidade do universo. Seu consolo é Lashmi, deusa da força e poder, oferece a ele as condições para manter a integridade do universo.

Hoje, Vishnu é uma das mais reverenciadas divindades, mas nem sempre ele foi tão popular. Nos mais antigos escritos hindus, os Vedas, ele não era mencionado freqüentemente, e é associado ao deus Védico maior, Indra. Nos épicos seguintes, como o Ramayama e o Mahabharata, ele é glorificado através dos avatares Rama e Krishna.


Fonte: Amor Cósmico

Yoga na Gestação


A gravidez é uma experiência total. É um tempo na vida da mulher em que é de extrema importância que as várias dimensões do seu ser estejam em harmonia. A prática regular de certos exercícios de yoga, meditação e técnicas respiratórias asseguram a óptima saúde do seu corpo e mente, assim como a unificação do seu crescimento físico, emocional e espiritual com o da criança em desenvolvimento.

As posturas de yoga, unidas às técnicas de respiração e relaxamento, fornecem à futura mãe flexibilidade e capacidade de adaptação físicas. Os exercícios respiratórios não só ajudam ao relaxamento e bem estar, como carregam o seu corpo de vitalidade e energia extra para ela e para a criança. As técnicas de meditação, quando praticadas com consistência, promovem um olhar sereno sobre a vida, o que beneficia a disposição da mãe e da criança e ajudam a uma atitude mais descontraída em relação ao momento do parto. A repetição de certos sons aquieta a mente e ajuda no desenvolvimento do cérebro da criança.


As partes do corpo sobre as quais o yoga trabalha, especialmente durante a gravidez, são os músculos do estômago, coluna, músculos das costas e da pélvis. Uma maior força na região abdominal ajudará no transporte do feto e a um desenvolvimento apropriado do mesmo. Os músculos do estômago e do abdomen são essenciais para empurrar a criança para fora do 'ninho'. Uma coluna forte e ágil é necessária a uma flexibilidade e tonificação geral e ao funcionamento saudável do sistema nervoso. Uma coluna de recuperação fácil prevenirá o descair dos ombros que muitas vezes ocorre durante a gravidez devido ao peso extra que a mulher carrega. O peso extra da criança em desenvolvimento também exerce uma grande pressão sobre os músculos das costas e as posturas de yoga ajudam a fortalecer esta área. Por último, mas ainda mais importante, exercícios especiais em determinadas posições ajudam a deixar a área pélvica mais relaxada e flexível para o momento do parto.
A respiração yógica profunda é particularmente útil, pois o crescimento do bebé alarga o útero a um tamanho tal que que o diafragma é empurrado para cima, o que pode resultar numa respiração mais curta. Existem exercícios respiratórios específicos para ajudar a grávida nesta situação.


Recentemente foi publicado um estudo mostrando que a prática da yoga na gestação favorece o aumento do peso do bebê e diminui a incidência de partos prematuros. Outro estudo mostrou que previne a má posição do feto para o nascimento. De fato, a respiração da gestante se amplia, ganha serenidade, as posturas promovem o bem estar geral e a prática traz tranqüilidade. O resultado é um útero mais relaxado, uma placenta mais oxigenada e mãe e bebe mais tranqüilos e desde cedo fortalecendo o vínculo.

Veja abaixo alguns benefícios específicos:


· Favorecimento da circulação sanguínea amenizando inchaços, dormências e varizes
· Ampliação na respiração materna oxigenando melhor a mãe e o bebê
· Fortalecimento do assoalho pélvico, preparando o períneo para o parto
· Alívio e prevenção de dores nas costas
· Recuperação mais rápida no pós-parto
· Alívio na prisão de ventre
· Favorecimento da comunicação mãe - bebe
· Maior equilíbrio nas flutuações de humor
· Redução da ansiedade


Yoga nidra, um sistema progressivo de relaxamento profundo usando técnicas de visualização, é uma das mais poderosas práticas a serem usadas durante a gravidez. Através da visualização, a mulher pode imaginar a sua criança com um corpo saudável, um bom carácter e uma disposição vívida e criativa. Hoje em dia é possível saber o sexo do bebé na barriga da mãe e esta informação pode ajudar na eficiência da visualização. Diz-se que a energia segue o pensamento e este é o princípio por trás da eficácia da visualização. O nosso conhecimento do DNA também torna possível que as formas pensamento da mãe alterem e melhorem a estrutura do DNA da criança. Afirmações positivas também são usadas em yoga nidra e estas podem ser utilizadas para ajudar na formação do carácter da criança, assim como a criar o parto como uma experiência simples e agradável tanto para a mãe como para a criança.


Fontes:
Universo de Luz

Despertar do Parto
Todos
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