Bhagavad Gita

Aqueles que estudarem nosso sagrado diálogo realizarão um ato sagrado na propagação e aquisição do autoconhecimento. Esta é a Minha promessa. (18.70).
O Senhor e Suas palavras são uma só coisa. O estudo do Gita é equivalente a adoração a Deus. A vida na sociedade moderna é toda trabalho e não é espiritual. Swami Harihar disse: “O estudo diário de apenas uns poucos versos do Gita irá recarregar as baterias mentais, e dará sentido para a estúpida rotina da vida da sociedade moderna”.



Este texto é uma tradução baseada em Sadhak Sanjeevini, numa explanação do Gita realizada por Swami Ramsukhdasji, e que foi publicado pela Gita Press, Gorakhpur, Índia.

Capítulo 1
É por causa da ilusão mundana que uma pessoa coloca-se num dilema do que fazer ou não fazer. Uma vez estando confundido neste dilema ela perde o sentido da obrigação. Portanto, ela será dominada pela ilusão ou apego ao prazer.

Capítulo 2
O corpo é perecível, enquanto que o conhecedor deste fato, isso é, o Ser (alma), é imperecível. Assim têm-se dois destinos adequados no agir: (1) dar importância para este discernimento e/ou (2) realizar as obrigações de forma abnegada. Adotando-se um destes dois meios irá destruir os aborrecimentos na vida de alguém.

Capítulo 3
Apenas a imediata realização da obrigação própria, sem qualquer motivação interessada, para o bem estar dos outros, conduz a salvação.

Capítulo 4
Há dois métodos para ficar livre do cativeiro da ação, 1) realizar a ação de forma abnegada, tendo conhecido a verdade sobre as ações, 2) realização do Ser.

Capítulo 5
Uma pessoa não será feliz ou infeliz nas circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis, porque tal pessoa, (que fica feliz e triste), não pode erguer-se acima da existência mundana, e experimentar a bem-aventurança Suprema.

Capítulo 6
Uma pessoa deverá alcançar a equanimidade (mesmo a tendência para), por qualquer disciplina espiritual. Sem equanimidade ela não poderá ser totalmente completa (sem mudar de estado).

Capítulo 7
Tudo é apenas Deus. Aceitar este fato é a melhor disciplina espiritual.

Capítulo 8
Qualquer que seja o ser que alguém pensar na hora da morte ele adquirerá a sua forma no próximo nascimento. Portanto, deve-se pensar sempre em Deus, mesmo enquanto se realiza as atividades do mundo, somente assim o pensamento em Deus irá persistir até a hora da morte.

Capítulo 9
Todas as pessoas têm o direito de realizar Deus, não importanto a casta, credo, comunidade, cor, estágio da vida, etc., os quais ele pertença.

Capítulo 10
Sem nenhuma exceção, singularidade, especialidade, beleza, glória, importância, intelecto, talento, poder, etc. deve ser percebido considerando-se tudo como sendo de Deus apenas.

Capítulo 11
Por considerar o mundo como sendo uma manifestação de Deus, todas as pessoas poderão ver a Sua forma cósmica.

Capítulo 12
Os devotos que dedicam a si mesmos, de corpo e alma, mente e intelecto, para Deus, eles são muito queridos por Ele.

Capítulo 13
No mundo, apenas a essência de Deus e merecedora de conhecimento. Tendo sabido isso, a imortalidade é alcançada.

Capítulo 14
Tendo em vista libertar do cativeiro do mundo, é necessário transcedner os três modos da natureza material ou Guna: Sattva, bondade; Rajas, paixão; e Tamas, ignorância. Uma pessoa transcende estes três modos por intermédio da devoção exclusiva para Deus.

Capítulo 15
A existência do mundo é sustentada por Deus, e Deus é o Ser Supremo no mundo. Nós devemos aceitar a este fato a adorá-lO exclusivamente.

Capítulo 16
Deve-se apenas a má conduta das pessoas e as suas más ações que ele experimenta 8.400.000 espécies de vida e sofrimento. Portanto, para livrar-se do ciclo de nascimentos e mortes, é necessário abandonar a má conduta é más ações.

Capítulo 17
Uma pessoa deve lembrar-se de Deus pregando o Seu nome antes de iniciar qualquer bom trabalho que ele faça, respeitando este fato.

Capítulo 18
A essência de todas as escrituras estão contidas nos Vedas; a essência dos Vedas está contida nos Upanishads; a essência dos Upanishads está contina do Gita, e a essência do Gita refugia-se por completo em Deus. Renda-se completamente a Ele. Aquele que se rende exclusivamente a Deus é liberado de todas as coisas impuras por Deus.


Fonte: http://www.gita.ddns.com.br/igs/gist.php




Moléculas de Água e o Som

Masaru Emoto, cientista japonês, demonstrou como o efeito de determinados sons, palavras, pensamentos, sentimentos alteram a estrutura molecular da água. A técnica consiste em expor a água a esses agentes, congelá-la e depois fotografar os cristais que se formam com o congelamento. Ao lado: Moléculas de Água ao brotar de sua nascente

Abaixo seguem respectivamente moléculas de água ao som das palavras ADMIRAÇÃO, OBRIGADO, VOZ DE ADOLPH HITLER e sob uma AMEAÇA DE MORTE.
Se um simples obrigado muda uma molécula de água, imaginem o que uma prece, palavras de amor, fraternidade, encorajamento, amizade, podem fazer percorrendo nosso corpo carregado de água. Se acontece fora do nosso corpo, ocorrerá dentro dele também, cada vez que agirmos com amor e retidão!Mas convém lembrar que o inverso também ocorrerá com palavras ou sentimentos de ódio, inveja, vingança,etc. E é com isso que a gente pode adoecer, com água carregada de energia má e destrutiva. Muitas doenças começam a partir de nós! Contudo, se quisermos, tudo acabará a partir de nós também!Assim sendo, Se água poluída faz mal à saúde, pensamentos e palavras ruins também o fazem!

Mudras


A realização de gestos com as mãos existe em todas as culturas da face da Terra e pode ser considerada intrínseca à civilização: os antigos egípcios, romanos, gregos, persas aborígenes da Austrália, inidanos e chineses, africanos, turcos, habitantes das ilhas Fiji, maias, esquimós e índios usavam a linguagem das mãos

Hoje em dia ainda recorremos à linguaem das mãos. Pense na universalidade do aperto de mãos, um símbolo de amizade e paz. O aplauso é a linguagem da aprovação e do entusiasmo; o indicador em riste é a marca da repreensão, a mão levantada com a plama voltada para a nossa direção nos faz parar.

Há muitos pontos de vista em relação ao desenvolvimento dos gestos manuais. Os cientistas provaram que até os macacos se comunicam com as mãos. (...) Mesmo uma criança cega de nascença bate palmas para exprimir emoção e felicidade. No Egito, quase cinco mil anos atrás, esses gestos eram praticados em rituais por sumos sacerdotes e sacerdotisas. Os gestos sagrados das mãos eram fundamentais na comunicação com os deuses, na manifestação de milagres e na relação com a vida após a morte. Os egípcios esculpiram representações desses gestos em baixo-relevo nas paredes internas externas das pirâmides, fazendo-nos tornar-se a base de seus hieróglifos. Do Egito, esses gestos e o conhecimento de sua utilização e de seu poder espiritual estenderam-se à Índia e à Grécia.

Na Índia eles receberam o nome sânscrito de ‘mudras”, e tornaram-se parte indispensável do Yoga, a qual visava unir o praticante à energia cósmica e divina. Os Mudras tornaram-se a essência dessa comunicação divina no budismo e no hinduismo.

No Cristianismo, os mudras adquiriram uma forma menos fácil de identificar. As posições estilizadas das mãos estão quase sempre presentes nas representações de Jesus Cristo, mas poucos conhecem o seu signifcado.

Os gestos das mãos, que estão na origem da comunicação, têm um poder imenso. A Arte dos mudras tem inspiração divina.

Os mudras são a senha de acesso aos dados do seu computador interior


Fontes:

Do livro: Mudras que Curam de Sabrina Mesko

Da Expectativa - por Tereza Freire

Expectativa: esperança, baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas; algo que se espera.
Quando nos programamos para fazer alguma coisa, inevitavelmente, surge uma expectativa. No caso de uma viagem, a respeito do lugar, das pessoas que vamos conhecer, da comida, dos hábitos. No trabalho, esperamos ser reconhecidos, remunerados, respeitados.
Ao praticar ásanas, espero um corpo saudável que me permita vivenciar minha sadhana da melhor maneira possível.Quem escreve, espera ser lido...

Quando começamos uma relação amorosa, por mais que digamos que não esperamos nada da outra pessoa, no fundo esperamos que dê certo. Do contrário, ficaríamos sozinhos. Enfim, quando buscamos algo, queremos encontrar...

Isso também acontece em relação aos nossos estudos, às diversas formações pelas quais passamos e aos mestres que vamos encontrando pelo caminho.

Esperamos encontrar nos mestres as respostas de nossos enigmas quando, na verdade, eles, os enigmas, fazem parte do nosso desenvolvimento e de mais ninguém. Os mestres também estão em busca da solução dos seus enigmas. Queremos deles atenção, tempo, dedicação, mas eles também tem seus mestres e também querem tempo e atenção.

Cobramos coerência, retidão, e generosidade, mas às vezes esquecemos que eles também são humanos, lutando desesperadamente para não se deixarem levar pelo ego que insiste em querer dominar.

Ao escolhermos um mestre, devemos ter claro que ele não está ali para nos pegar pela mão e conduzir em direção a iluminação. Ele pode nos indicar o caminho, mas as estradas que tomamos, cabe apenas a nós, escolher.

Na Bhagavad Gita, Krishna nos ensina que: “Obtem-se a paz quando todos os desejos dissipam-se dentro da mente sem criar qualquer distúrbio mental, como as águas de um rio entram no oceano sem causar qualquer distúrbio”

Assim, quando nos depararmos com pessoas, pelas quais sentimos admiração, devemos ser como a abelha que tira de cada flor o necessário para fazer o seu mel. Devemos absorver de cada mestre que encontramos a sua experiência, mas tendo a sabedoria de não esperar que a nossa jornada seja igual a dele.

Esperar que o professor nos guie pelos caminhos que ele percorreu, necessariamente levará a frustrações. Na relação com um mestre, é preciso ser tábula rasa, não idolatrar, e nem esperar que ele tenha por você a mesma admiração que você tem por ele.

Afinal, não foi ele que te escolheu. Foi você quem o procurou. No entanto, não devemos confundir desapego com indiferença. O verdadeiro mestre distribui seu conhecimento sem distinções, sem esperar nada em troca. Ele dá porque esta é a sua missão. Ele sabe que deve ensinar como retribuição ao que aprendeu com seus próprios mestres. Como disse meu professor: conhecimento guardado é estrume!!!

De nada adianta criarmos métodos, escrevermos livros, se não exercitamos o conhecimento na prática. O estudo serve para chegarmos ao auto conhecimento, mas a erudição por si só não leva ninguém à iluminação.

É preciso compartilhar, não apenas com os iguais, mas principalmente, com os que discordam de nós. A erudição é uma faca de dois gumes. É preciso ter muito cuidado para não nos acharmos melhor do que os outros, nem nos fecharmos em pequenos grupos de “iguais”, porque assim, vamos contra a essência do yoga que é a união e a expansão.

Yoga não é um conhecimento para ficar trancado em guetos e sim para ser vivido em todas as horas e lugares e por todas as pessoas.

É muito fácil ficarmos trancados em nossos deliciosos retiros e cursos que enchem nossa alma de sentido e certezas. O duro é ser yogi onde ninguém é... Onde a gente se sente um alienígena. Todos aqueles que estamos na busca de quem somos, já somos mestres, apenas ainda não sabemos...

Intuimos que a vida tem um sentido muito maior do que as funções que nosso ego cumpre, mas ainda temos um véu que insiste em não nos deixar ver. Para isso, buscamos nossos mestres. Para que eles nos ajudem a tirar o véu.

Portanto, ao se deparar com um mestre que deposite em você expectativas e cobranças, tenha compaixão. Entenda que ele é tão passível de falibilidade quanto você. Apenas está alguns kilômetros à sua frente. Ou metros...

Levei muito tempo pra entender o que nenhum mestre vai me ensinar: que aquilo que eu insisto em procurar nos livros e nas aulas, está dentro de mim. Preciso apenas parar de ter medo de procurar...

Na Bhagavad Purana, Krishna diz:” você deve ser um jardineiro de Deus, administrando cuidadosamente o jardim, mas jamais se tornando apegado por aquilo que irá florir ou brotar; que irá dar frutos ou que irá murchar e morrer. A expectativa é a mãe da frustração e o aceitar, nos dá paz.”

Assim, agradeço aos mestres que me acolheram, assim como àqueles que me frustraram. Talvez tenha sido com estes que eu mais tenha aprendido...Namaste!


Tereza é yogini, atriz, locutora, escritora, historiadora e professora de Yoga; mora, pratica e ensina em São Paulo. Dirigiu e produziu, em parceria com Daisy Rocha, o documentário Caminhos do Yoga, filmado na Índia em 2003.


Fonte:
http://www.yoga.pro.br/artigos.php?YogaId=21c79f74a7f38bf3f32e16886671acfa&cod=750&secao=3023

Os 6 sentidos

Sentidos. Palavra que lembra sentimento, sentir, fazer sentido... sentidos.
É através dos cinco sentidos que nos relacionamos com o mundo externo. Percebemos suas mensagens, sua existência, mantemos contato, trocamos sensações.
Quantos são esses sentidos? Dizem que são 5 (cinco). Será?! Os cinco sentidos clássicos são o tato, o olfato, o paladar, a visão e a audição. Mas para mim, e para muita gente também, existe um 6º (sexto) sentido, que é “o sentido”.

Tato

É através deste sentido que sentimos o mundo a flor da pele... Sentimos a energia das coisas quando tocamos nelas, sua força, sua suavidade. É através dele que tocamos o mundo, somos tocados. Sentimos o calor dos momentos de tensão, o frio dos momentos de tristeza, o arrepio de tantas outras emoções.
Pela superfície das mãos sentimos a energia fluindo, indo na direção determinada por nossa vontade.
O tato é o sentido do presente, do estou aqui e agora.
É o pé na areia da praia, o vento no rosto, o calor dos corpos.


Olfato

Cheiros. Perfumes. Quantos cheiros perdidos na rua, no meio da multidão nos chegam de repente e num passe de mágica nos transportam para uma época de nossas vidas já arquivado em nossas memórias. Quantas saudades um cheiro pode trazer.
Um cheiro pode ser uma máquina do tempo que lhe leva a uma viagem instantânea, mas é uma viagem tão sutil que num segundo ela acaba, é algo mágico.
Cheiro de terra molhada, cheiro de chuva, cheiro de mar, cheiro de café da manhã, cheiro da pessoa amada.


Paladar

Gosto do gosto das coisas doces, mas o que seria do doce da vida, se não fosse o amargo?! Esse não é o meu sentido preferido, a não ser pelo prazer que ele me proporciona ao comer brigadeiro, mas deve ter quem ache ele o máximo.


Audição

Música para os ouvidos, palavras agradáveis, outras nem tanto, sussurros, gritos, o som do nosso nome na voz de alguém especial.
Uma música pode nos levar a viagens extraordinárias, seja para galáxias distantes, ou “galáxias internas”, lugares absolutamente fantásticos.


Visão

Um dos meus preferidos (o tato é o outro), pra mim esse é o sentido do futuro. Quanta esperança colocamos num olhar, quantos sonhos, quanta vontade de que algo bom venha.
“Janelas da alma” (onde será que está a porta?). E quanta coisa passam por nossos olhos, algumas desapercebidas, outras muito percebidas, às vezes não da forma correta, mas enfim, no ponto de vista do momento (literalmente).
O pôr do sol, o amanhecer, pessoas, lugares, o sorriso de uma criança, o olhar de um animal, o olhar de alguém...


O sentido que não tem nome ou o 6º sentido.

Pra mim o mais importante de todos, e nem nome tem... veja você!
Este sentido também lhe conecta com o mundo externo, mas para isso você tem que conseguir sentir e perceber todo o seu mundo interno primeiro.: Se tocar, se ouvir, sentir seu cheiro, olhar para você, e por que não, sentir seu gosto (se descobrir como é que faz isso, me fala).

O sexto sentido é o sentido da intuição, da mediunidade, da percepção extra sensorial, é o algo mais que todos possuímos, assim como possuímos os cinco sentidos básicos, mas a maioria de nós ainda não sabe como utilizá-lo, como desenvolvê-lo.

No dia que conseguirmos usar os seis sentidos, ainda não seremos deuses, mas estaremos bem próximos de sermos humanos de verdade, nos reconheceremos não pela visão, mas pela energia que transmitimos, pelos pensamentos que emanamos.

Não consigo nem imaginar a quantidade de coisas que poderemos perceber, ser e fazer no dia que nos sentirmos completos, no dia que conseguirmos, pelo menos sentir nossos seis sentidos. Seis? Só? Será?!

Do quanto mais somos possíveis de sentir do mundo externo e não temos se quer a noção...

Garudasana - A postura da Águia

Garuda é a águia que serve de transporte para o deus Vishnu e sua esposa Lakshmi. Garuda nassceu com o corpo de homem e cabeça, asas e garras de águia. Garuda representa a possibilidade do praticante atingir as esferas superiores da evolução. É a representação da coragem.

Em Garudasana é possível trabalhar a paz, a concentração e o equilíbrio interior, atitudes que servem ao propósito de Garuda nos levando em suas asas para a evolução. Ao curzar os braços em garudasana é possível sentir-se indo de encontro a você mesmo, como se recolhendo no seu mundo interior, mesmo equilibrado em um único pé, a um passo do desequilíbrio... mas quem disse que a evolução é um processo fácil. Garudasana lhe diz: olhe para você mesmo, mas mantenha-se em equilíbrio com o mundo externo.
Benefícios do asana: Fortalece e tonifica: tornozelos, pernas, quadris, parte superior das costas, braços e ombros, além de melhora o equilíbrio. Contra indicado para quem tem lesões nos joelhos.
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