Yoga X Insônia

A insônia contribui para vários transtornos físicos, mentais e emocionais, que levam o indivíduo a um baixo nível de qualidade de vida, e é atribuída ao stress, ao sedentarismo e à alimentação desregulada e/ou inadequada. As principais causas da dificuldade de dormir bem estão relacionadas a ansiedade, depressão, stress e dores, ou a doenças de maior gravidade. Ambientes inadequados (calor, frio, barulho, ruídos e claridade em excesso) também podem interferir na qualidade do sono.

Na verdade, a insônia não é propriamente uma doença, mas um sinal de que o organismo não está bem. Assim mesmo, ela pode trazer sérias conseqüências para o bem-estar, pois o sono garante não só a reposição de energias do corpo como o bom-humor. Os insones têm menos vigor e são mais suscetíveis a desenvolver infecções. A falta de sono pode afetar o tônus muscular, a reposição celular do corpo e comprometer conexões entre neurônios. A capacidade de realizar um trabalho mental diminui cerca de 25% a cada 24 horas seguidas de vigília. Outros fatores que podem causar a insônia: irritação, fadiga, cansaço, nervosismo excessivo e problemas psicológicos.

Quem tem insônia costuma se tratar com auxílio médico, por meio de medicamentos. Mas há técnicas alternativas que podem auxiliar no bom desempenho do sono, como relaxamento e respiração. É aí que Hatha-Yoga entra como um coadjuvante no combate ao distúrbio. O Yoga tem sido estudado e pesquisado por médicos e cientistas de todo o mundo, comprovando sua eficácia em vários problemas físicos, psicológicos, emocionais e energéticos.

A prática do Hatha-Yoga propicia o equilíbrio físico, mental, emocional e energético, trazendo bem-estar geral e, conseqüentemente, melhoras consideráveis na qualidade do sono, pois o praticante aprende a respirar corretamente (prânayâmas), fazendo com que o sistema nervoso central se equilibre e os níveis de ansiedade diminuam. Facilita e desenvolve a flexibilidade do corpo, por meio dos alongamentos profundos, promovendo um estado de conforto, alívio e relaxamento para todo o organismo, bem como os âsânas (posturas de Hatha-Yoga) que atuam diretamente na causa do distúrbio.

Tudo isso sem falar no relaxamento final, que traz ao praticante a conscientização do ser, aumento da auto-estima, maior interio-rização e controle físico, mental e emocional, proporcionando melhor qualidade de vida e a percepção de um mundo diferente, um mundo que o praticante descobre que pode ser e é belo e perfeito.

Amalia Sciamarelli é professora de Hatha-Yoga e Raja-Yoga (9902-0467)
 Fonte: http://www.jornalmexa-se.com.br/edicao/0097/_saude_11.asp

Lakshmi

Lakshmi é a esposa do deus Vishnu, o sustentador do universo na religião Hindu. É o principal símbolo da potência feminina, sendo reconhecida por sua eterna juventude e formosura.
Pode ser vista sentada sobre uma flor de lótus ou segurando flores de lótus nas mãos e um cântaro que jorra moedas de ouro.
Geralmente atribui-se a Lakshmi o símbolo da suástica, que representa vitória e sucesso.
Apadma é o nome dado Lakshmi, quando representada sem o lótus ao sair do Oceano.

Lakshmi é também conhecida como Shri, é personificada não somente como a Deusa da Fortuna, mas também  do amor, e da beleza. Lakshmi ergueu-se do mar de leite, o oceano cósmico primordial, segurando um lótus vermelho em sua mão. Cada membro da divina trindade - Brahma - o Criador, Vishnu - o mantenedor e Shiva - o destruidor,  desejava tê-la como esposa. O pedido de Shiva foi recusado porque ele já havia pedido a Lua, Brahma tinha Sarasvati, então Vishnu pediu por ela e ela nasceu e renasceu como sua consorte em todas as suas dez encarnações. Mas apesar de ter ficado com Vishnu, Lakshmi continuou sendo devota de Shiva.
    
No sentido mitológico,  ela é totalmente identificada com Vishnu, e somente ao lado dele  se torna calma, transformando-se numa esposa leal  que reza para reunir-se ao marido em todas suas próximas vidas.     
 
Fisicamente a Deusa Lakshmi é descrida como uma mulher formosa, com quatro braços, sentada em um lótus, vestida com roupas finas e jóias preciosas. Está no auge de sua juventude e mesmo assim tem uma aparência maternal. A característica mais chamativa em Lakshmi é sua associação persistente com o lótus.  Com as raízes na lama e desabrochando acima da água, completamente livre da lama, o lótus representa a autoridade e perfeição espiritual. Além disso, o ato de sentar-se no lótus é um motivo comum nas iconografias Budista e Hindu.  Estar sentado sobre ou estar de alguma outra maneira associado ao lótus sugere que o ser em questão  transcendeu as limitações do mundo físico (a lama da existência) e flutua livremente numa esfera de pureza e espiritualidade. Shri-Lakshmi assim sugere mais que os poderes fertilizantes do solo úmido e que os misteriosos poderes do crescimento. Ela sugere a perfeição e um estado de refinamento que transcende o mundo material. Ela é associada não somente com a autoridade real mas também com autoridade espiritual, e combina os poderes reais e sacerdotais em sua presença.    A coruja (Ulooka em Sânscrito) também está associada  à deusa Lakshmi que a usa como seu veículo. 

O Jeito de Transformar Sentimentos

Esse é um belo método, será muito útil a você.
Por exemplo, se você estiver se sentindo descontente, o que fazer?
Patanjali (o expoente mais famoso da Yoga) diz para refletir sobre o oposto: se você estiver se sentindo descontente, contemple o contentamento: O que é contentamento?
Traga um equilíbrio. Se sua mente está raivosa, traga compaixão até ela. Pense sobre a compaixão e imediatamente, a energia muda porque elas são as mesmas; o oposto é a mesma energia. Uma vez que você a traz para dentro, ela absorve. A raiva está lá: contemple a compaixão.(...)
E não é uma energia diferente, é a mesma energia - a mesma energia da raiva - mudando suas qualidades, elevando-se. Tente isso.
Isso não é repressão, lembre-se. As pessoas me perguntam, "Patanjali está reprimindo? Porque quando estou raivoso, se eu pensar sobre a compaixão, não será isso uma repressão?" Não. Isso é uma sublimação:
não uma repressão. Se você estiver raivoso e reprimir a raiva sem pensar na compaixão então isso é repressão. Você vai empurrando-a para baixo e você sorri e você age como se não estivesse com raiva - e a raiva está borbulhando e fervendo lá e pronta para explodir. Dessa forma isso é repressão. Não, não estamos reprimindo coisa alguma, e não estamos criando um sorriso ou algo assim; só estamos mudando a polaridade interior.
O oposto é o pólo. Quando você se sente odioso, pense no amor. Quando você sentir desejo, pense no indesejável e no silêncio que procede disso. Qualquer que seja o caso, traga o oposto para dentro e observe
o que acontece com você. Uma vez que você pega o jeito disso, você se torna um mestre. Agora você possui a chave: a qualquer hora a raiva pode ser mudada para compaixão, a qualquer momento o ódio pode ser transformado no amor, a qualquer momento a tristeza pode se tornar êxtase. Sofrimento pode se tornar alegria porque o sofrimento tem a mesma energia da alegria; a energia não é diferente. Você só precisa saber como canalizá-la.

Osho, Extraído de: Yoga: The Alpha and Omega

Paschimottanasana

Postura da Pinça
Acalma o cérebro, alivia o estresse , a depressão suave, alonga a coluna e ombros, remove a constipação intestinal, as toxinas do fígado, acidez estomacal e gastrite. Ela torna a coluna elástica e flexível, desenvolve a digestão, alivia sintomas da menopausa, distúrbios menstruais e reduz a fadiga.

A Doença como Caminho

O corpo humano possui uma inteligência fisiológica cuja função básica é manter a homeostase do organismo diante de todos os estímulos do mundo exterior e interior. O equilíbrio é conseguido através da livre circulação de energia no organismo, assim como através das trocas contínuas entre o corpo e o meio ambiente. Esse fluxo contínuo de energia nos mantém vivos. Quando a circulação de energia não ocorre de uma maneira adequada surgem as doenças.
Nosso corpo vai sinalizando, com muita antecedência, o desequilíbrio através de pequenas alterações funcionais sem substrato físico; isto é, não há nada a nível orgânico que justifique aqueles sinais ou sintomas. Com a não valorização desses sinais e a manutenção do mesmo padrão de vida, as alterações físico-químicas vão-se cronificando, se solidificando até atingirem o seguimento físico; a doença passa a se expressar em algum tecido, órgão ou víscera, acompanhada de padrões mentais e emocionais bem determinados.
Saúde e doença são aspectos de um mesmo movimento. Através do desequilíbrio atingimos novo equilíbrio, uma nova freqüência, um novo patamar energético. No período de transição para esse novo padrão, vivencia-se a doença. Ela não é considerada como algo estranho, mas sim, a conseqüência de um conjunto de fatores que culminam em desarmonia e desequilíbrio. É através da doença que alcançamos saúde. Verifica-se, com uma certa freqüência, em pacientes com doenças graves ou terminais, relatos acerca de estarem vivendo melhor ou mais saudavelmente, a partir do momento em que se conscientizaram de sua doença.
Para vivermos em harmonia, precisamos ter flexibilidade e disposição para um grande número de opções de interação com o meio ambiente. Sem flexibilidade não há equilíbrio. Períodos de saúde precária são estágios naturais na interação contínua entre o indivíduo e o meio onde ele está inserido.
Estar em desequilíbrio significa passar por fases temporárias de doença, nas quais se pode aprender a crescer.
A doença é uma oportunidade para a introspecção, de modo que o problema original e as razoes para a escolha de uma certa via de fuga possam ser levadas a um nível consciente onde o problema possa ser resolvido. A função básica do terapeuta está em espelhar a verdade para o paciente, ajudá-lo a desenvolver uma consciência do processo de vida e dos mecanismos (obstáculos e ilusões) que se criam para gerar a doença e, também, poder ajudá-lo a entrar em sintonia com seus próprios recursos de cura, possibilitando o resgate da auto estima, da aceitação e do perdão.
Como diz a música de Milton Nascimento e Fernando Brandt, “O que importa é ouvir a voz que vem do coração”, curar-se é abrir o canal da comunicação, é fazer-se entrar em contato com a própria essência, é despertar a capacidade de ser, estar, criar e descriar, sonhar e realizar. Essa autodescoberta é o caminho da auto-cura, que nada mais é do que resgatar o amor próprio.
O organismo doente está envolvido no aparecimento, no desenvolvimento e na cura de sua doença. O ser humano pode se instalar na doença, pode obter com ela benefícios, mas pode principalmente pela doença, exprimir tendências profundas. O corpo relata, fala, descarrega e protesta através do seu próprio adoecimento. É sempre, uma forma de o organismo expressar conflitos profundos. Como os distúrbios digestivos, por exemplo, que são muitas vezes, expressão de conflitos entre o reter e o expelir, entre o desejo e a necessidade.
A doença, portanto, não é algo que vem de fora ou já está lá antecipada, é, sim, um modo peculiar de a pessoa se comunicar em circunstâncias adversas. É, pois, em suas várias formas, um modo de ser no mundo, um modo de se relacionar com as pessoas em volta. Isso nos leva a ter que encarar o limite do conhecimento técnico na compreensão dos mecanismos de formação das doenças; e, em função desses princípios colocarmo-nos a refletir sobre a importância de se mudar o foco da ação terapêutica, em vez de nos centrar na doença deslocarmos o foco para a interação com alguém que está doente, de quem, na verdade, podem advir os recursos realmente curadores de uma doença.
Cada região do corpo além de prestar-se a uma determinada função do organismo pode sinalizar uma zona específica de conflito entre a mente e o corpo. Esses conflitos que geraram emoções estão relacionados a acontecimentos da nossa vida no passado, que não foram bem trabalhados e em razão disso, permanecem mal resolvidos e criando obstáculos para a vida atual. Quando refletimos sobre os conflitos e qual a nossa responsabilidade neles, pode ocorrer a liberação e distribuição de energia que facilita nossa consciência, expressão emocional e a organização de um novo modo de nos colocarmos diante da vida.
Poderíamos, entre outras coisas, dizer que a doença é passagem, é comunicação, é transformação e, acima de tudo, poderíamos dizer que ela tem um sentido muito pessoal para cada um, a cada momento de indagação. A doença seria, então, uma entrada em outra realidade. Como um sonho, ela pode ter inúmeras leituras para cada pessoa.
A meditação e a oração são práticas que podem nos ajudar nesse processo. Como também podem ser úteis os trabalhos energéticos, as visualizações, os relaxamentos, e, em certos casos, as massagens. Tais práticas e técnicas abrem o caminho para uma outra relação com a doença. Uma relação em que não nos apegamos a ela e nem a rejeitamos. Apenas permitimos a sua presença e ouvimos o que ela tem a dizer, já que pode nos ensinar a ter uma nova relação com tudo o que nos cerca e com a vida.
Acima de tudo é possível compreender que nem sempre conseguiremos explicar o que nos acontece. Há muitas coisas misteriosas na vida e o decifrar delas permanecerá além do nosso alcance a despeito de qualquer esforço de nossa parte, entretanto, se formos humildes e confiantes, a nossa essência sempre nos mostrará o que é possível, e com referência ao que permanecer, além disso, nos guiará e ajudará a acolher e reverenciar o desígnio divino:
Ser Feliz, a sublime missão!

Fonte: http://www.nenossolar.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=177:doencacaminho&catid=18:doencas-iii&Itemid=15
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